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Ross Stores Inc.: varejista de descontos desafia volatilidade e alcança novas máximas em Wall Street

14.02.2026 - 04:48:26

Ação da Ross Stores Inc. se aproxima das máximas históricas, supera o S&P 500 em 12 meses e reforça a tese de varejo de descontos como porto seguro em cenário de juros altos.

Enquanto parte do varejo americano ainda sente os efeitos de juros elevados e da mudança de hábitos de consumo pós-pandemia, a ação da Ross Stores Inc. (NASDAQ: ROST) se destaca como um dos papéis mais resilientes do setor, negociando próxima das máximas históricas e entregando retorno expressivo aos acionistas em um intervalo de doze meses.

Conheça mais sobre o modelo de negócios da Ross Stores Inc. e suas lojas de desconto nos Estados Unidos

Dados recentes de mercado mostram que o papel de Ross Stores negocia em alta no acumulado do ano e em linha com o forte rali que o varejo de descontos vem registrando nos Estados Unidos. Em pregão recente, a ação girava na faixa de US$ 145,00–US$ 150,00, após tocar máxima em 52 semanas perto de US$ 151,00, de acordo com informações convergentes de plataformas como Yahoo Finance e Investing.com. O piso das últimas 52 semanas permanece na casa de US$ 100,00, o que reforça a magnitude da recuperação.

No curto prazo, a ação mostra tendência claramente positiva. Na variação de cinco dias úteis, os dados de mercado apontam leve valorização, com oscilações moderadas, porém dentro de um canal de alta sustentado desde o final do ano passado. Em um horizonte de cerca de 90 dias, o movimento é ainda mais expressivo: o papel saiu de patamares próximos a US$ 125,00–US$ 130,00 para a região atual, acumulando dois dígitos de valorização e superando o desempenho médio do índice S&P 500 no mesmo período.

Desempenho de Investimento em Um Ano

O teste decisivo para qualquer tese de investimento vem com o tempo. Quem decidiu comprar ações da Ross Stores Inc. há aproximadamente um ano, quando o papel fechava ao redor de US$ 120,00 por ação (segundo séries históricas de plataformas como Yahoo Finance e Nasdaq), hoje estaria sentado em um ganho robusto.

Com a cotação recente orbitando perto de US$ 148,00, a valorização em doze meses se aproxima de 23%–25%, dependendo do ponto exato de comparação. Esse retorno supera com folga a inflação americana no período e também deixa para trás o desempenho de muitos varejistas tradicionais, mais expostos a margens comprimidas e estoques elevados.

Em termos simples, um investidor que tivesse aplicado US$ 10.000,00 nas ações de Ross Stores há um ano teria hoje algo em torno de US$ 12.300,00 a US$ 12.500,00, sem considerar dividendos. Em um ambiente em que o juro real americano oferece remuneração atrativa em títulos públicos, esse tipo de performance em renda variável chama atenção e ajuda a explicar o tom predominantemente otimista dos analistas em Wall Street.

Notícias Recentes e Catalisadores

Nas últimas semanas, a narrativa em torno de Ross Stores tem sido alimentada, sobretudo, por resultados operacionais sólidos e pela percepção de que o modelo de lojas de desconto segue bem posicionado para um consumidor mais sensível a preço. Em seu último trimestre reportado, a companhia apresentou crescimento de vendas comparáveis (same-store sales) e expansão de margem, apoiada em uma combinação de disciplina de estoques, maior eficiência logística e bom controle de despesas operacionais. Veículos como Reuters e Bloomberg destacaram que a empresa conseguiu aumentar o tráfego em loja e o tíquete médio, fator considerado chave num ambiente ainda competitivo.

Outro catalisador importante foi a atualização de guidance e comentários da administração indicando espaço para abertura adicional de lojas nas principais regiões dos Estados Unidos. O mercado interpretou essas sinalizações como um voto de confiança da própria companhia em sua capacidade de continuar capturando consumidores migrando de varejistas tradicionais e de marcas premium para o canal de descontos. Em paralelo, algumas casas reforçaram a leitura de que Ross vem se beneficiando da tendência estrutural de "trade down" – o movimento em que consumidores de renda média e até mais alta passam a buscar opções mais baratas sem abdicar de marcas conhecidas.

Notícias recentes também chamaram atenção para a solidez do balanço. Relatórios de corretoras americanas destacaram a geração consistente de caixa livre, que permite à Ross Stores manter um programa equilibrado de recompras de ações e pagamento de dividendos. Ainda que o dividend yield não seja elevado quando comparado a utilities ou empresas de telecomunicações, a combinação de retorno ao acionista via dividendos e recompras, somada à valorização do papel, reforça a atratividade da tese.

O Veredito de Wall Street e Preços-Alvo

O consenso em Wall Street, com base em compilações de dados de plataformas como Reuters, Bloomberg e Investing.com, aponta recomendação majoritariamente positiva para Ross Stores Inc. A maior parte dos analistas classifica o papel como "Buy" ou "Outperform", com uma minoria sugerindo "Hold" e praticamente nenhuma casa relevante sustentando recomendação de venda.

Em relatórios divulgados nas últimas semanas, grandes bancos e casas de pesquisa reforçaram a visão construtiva. O JPMorgan, por exemplo, manteve recomendação de compra e preço-alvo em torno de US$ 160,00 por ação, argumentando que Ross combina crescimento defensivo, perfil de fluxo de caixa resiliente e execução consistente. O Goldman Sachs também se mantém otimista, com preço-alvo na faixa de US$ 158,00–US$ 165,00, destacando que o múltiplo de preço/lucro da empresa, ainda que acima da média histórica, se justifica pela qualidade do negócio e pela visibilidade de resultados.

Outras casas, como Morgan Stanley e UBS, convergem na faixa de preço-alvo entre US$ 155,00 e US$ 165,00, o que implica potencial de valorização adicional de um dígito alto a dois dígitos baixos frente à cotação recente. O consenso compilado por sites de dados financeiros aponta preço-alvo médio em torno de US$ 160,00, traduzindo um viés claramente otimista. Além disso, diversos relatórios citaram a gestão conservadora da alavancagem e a capacidade da empresa de ajustar sortimento rapidamente conforme mudanças na demanda, algo crítico no segmento off-price.

Vale ressaltar que, mesmo com a trajetória positiva de preço, alguns analistas começam a pontuar riscos de curto prazo. Entre eles, a possibilidade de uma normalização de margens à medida que a pressão sobre fornecedores diminua, o que pode reduzir oportunidades de compra de estoques com grandes descontos, e o risco de desaceleração mais forte da economia americana, que, em cenário extremo, poderia afetar tráfego em loja. Ainda assim, a visão predominante é de que o balanço risco-retorno permanece atrativo.

Perspectivas Futuras e Estratégia

Olhando para os próximos meses, a tese de investimento em Ross Stores Inc. se ancora em três pilares principais: resiliência do modelo de desconto, disciplina operacional e potencial de expansão de lojas. Em um ambiente global em que os juros devem permanecer relativamente elevados por mais tempo, o varejo sensível a preço tende a continuar ganhando relevância, o que favorece o posicionamento da companhia.

A estratégia da Ross tem se concentrado na combinação de crescimento orgânico – via abertura de novas unidades e aumento de vendas nas lojas existentes – com otimização de margem. A empresa costuma explorar estoques excedentes de grandes marcas e lotes oportunísticos, oferecendo ao consumidor final produtos com desconto significativo em relação ao preço de varejo tradicional. Essa proposta de valor, reforçada por um posicionamento voltado a custo baixo de operação (lojas simples, foco em volume, pouca ênfase em experiência premium), tende a continuar atraente se o consumidor seguir pressionado por custo de vida mais alto.

Para investidores, o ponto-chave passa a ser a capacidade de Ross manter a trajetória de crescimento de lucro por ação em níveis de um dígito alto a dois dígitos baixos, sem perda relevante de margem. Caso a companhia consiga entregar o guidance implícito em muitos relatórios, a ação ainda teria espaço para apreciar, mesmo após a forte alta recente. Em contrapartida, qualquer sinal de desaceleração de vendas comparáveis ou compressão de margem pode levar a uma realização de lucros, especialmente considerando o valuation mais esticado versus o próprio histórico.

No curto prazo, a agenda de divulgação de resultados trimestrais segue como principal gatilho de preço. Cada nova prévia ou balanço terá o papel de testar a narrativa otimista atual. Números que confirmem crescimento saudável de receita, controle de despesas e manutenção de margens podem sustentar novas revisões de preço-alvo para cima. Por outro lado, surpresas negativas em vendas de mesmas lojas ou no guidance para o ano fiscal podem levar analistas a revisarem suas projeções.

Outro ponto de atenção é o cenário macroeconômico americano. Se o mercado de trabalho seguir apertado, mas com desaceleração gradual, o cenário tende a ser benigno para o varejo de descontos: consumidores podem segurar gastos em categorias de tíquete alto, mas continuarão comprando bens essenciais e buscando oportunidades em lojas off-price. Uma recessão mais aguda, porém, poderia afetar volumes, ainda que o segmento de descontos geralmente se saia melhor do que varejistas tradicionais em ciclos negativos.

Para o investidor brasileiro que acessa o papel por meio de BDRs ou diretamente em Nova York, é importante considerar também o componente cambial. Movimentos do dólar frente ao real podem amplificar ganhos ou perdas em reais, independentemente da performance em dólares da ação. Além disso, como toda empresa listada nos Estados Unidos, Ross Stores está sujeita a volatilidade de mercado ligada a mudanças de expectativa em relação à política monetária do Federal Reserve.

Em síntese, Ross Stores Inc. entra nos próximos trimestres como uma ação de perfil defensivo dentro do varejo, beneficiada pela tendência estrutural de maior busca por preço e por uma execução operacional considerada exemplar por grande parte do mercado. O investidor que já está posicionado precisa monitorar de perto os próximos resultados e eventuais revisões de guidance. Quem avalia entrar agora encara um papel negociando próximo às máximas, mas respaldado por fundamentos sólidos e por um consenso de mercado claramente favorável.

@ ad-hoc-news.de

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